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segunda-feira, 12 de março de 2012


Vejam q linda essa imagem q eu achei na net!! se vc tem sugestoes de mais imagens para o blog é só mandar o link q eu adiciono em seu nome...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A HOSPEDEIRA

OI gente!! Mais um livro f-e-n-o-m-e-n-a-l! Confiram o prólogo de A Hospedeira , da nossa escritora Stephenie Meyer. Não é um livro de vampiros, mas é um otimo gênero de ficção.




Prólogo
Inserida
O nome do Curandeiro era Vau Águas Profundas.
Por ser uma alma era por natureza tudo que era bom: compassivo, paciente,
honesto, virtuoso e repleto de amor. Ansiedade era uma emoção incomum
para Vau Águas Profundas.
Irritação era ainda mais raro. No entanto, como Vau Águas Profundas.
Vivia dentro de um corpo humano, irritação era, ás vezes, inevitável.
Conforme os sussurros dos curandeiros estudantes zumbiam no canto
distante da sala de operação, seus lábios se pressionavam em uma linha
rígida. Essa expressão estava deslocada em uma boca mais acostumada a
sorrir.
Darren, seu assistente regular, viu a carranca e lhe deu alguns tapinhas no
ombro.
“Eles só estão curiosos, Vau,” ele disse tranquilizadoramente.
“Uma inserção é dificilmente um procedimento interessante ou desafiador.
Qualquer alma na rua poderia fazê-lo em uma emergência. Não há nada
para eles aprenderem observando hoje.” Vau se surpreendeu ao ouvir o tom
ligeiramente irritado em sua normalmente calma voz.
“Eles nunca viram um humano adulto antes.” Darren disse.
Vau ergueu uma sobrancelha. “Eles são cegos e não vêem os rostos um do
outro? Eles não tem espelhos?”
“Você sabe o que eu quero dizer – um humano selvagem. Ainda sem alma.
Um dos insurgentes. “

Vau olhou para o corpo da garota inconsciente, deitada de barriga para
baixo na mesa de operação. Piedade encheu seu coração ao se lembrar do
estado em que seu pobre e quebrado corpo estava ao ser trazido pelos
Rastreadores ao Hospital. Ela passou por tanta dor....
Claro que agora ela estava perfeita – completamente curada. Vau cuidou
disso.
“Ela parece com qualquer um de nós.” Vau murmurou para Darren “Todos
nós temos faces humanas e quando ela acordar será uma de nós também.”
“É que é excitante para eles, só isso.”
“A alma que implantarmos hoje merece mais respeito do que ter seu corpo
hospedeiro bisbilhotado desse jeito. Ela já terá muito com o que se
preocupar com a adaptação, não é justo fazê-la passar por tudo isso.” Por
‘isso” ele não queria dizer a adaptação. Ele ouviu o tom irritado voltar a sua
voz.
Darren tentou acalmá-lo novamente “Tudo ficará bem. A Rastreadora
precisa de informação e...”
Ao som da palavra Rastreadora, Vau deu um olhar à Darren que só podia
ser descrito como fulminante.
Darren piscou em choque.
“Desculpe-me” Vau desculpou imediatamente “Eu não pretendi reagir tão
negativamente. É só que eu temo por esta alma.”
Seus olhos moveram-se para o Cryotanque em sua bandeja ao lado da
mesa. A luz estava fixa, vermelha, indicando que estava ocupado e no
modo Hibernação.
“Essa alma foi especialmente escolhida para essa tarefa” Darrin disse de
forma apaziquadora. “Ela é excepicional dentro os nossos – mais corajosa
que a maioria. Sua vida fala por si. Eu acho que ela se voluntariaria se fosse
possível perguntar a ela.”
“Quem entre nós não se voluntariaria se fosse pedido para fazer algo para o
Bem Maior: Mas é esse o caso aqui? O Bem Maior? A questão não é a sua
disposição mas sim o que é correto pedir a qualquer alma para agüentar.”
Os curandeiros estudantes estavam falando sobre a alma hibernando
também. Vau podia ouvir os sussurros claramente, suas vozes estavam
aumentando o volume agora, devido à excitação.
“Ela viveu em seis planetas;”
“Eu ouvi que foram sete.”
“Eu ouvi que ela nunca viveu dois períodos na mesma espécie de
hospedeiros.”
”Isso é possível?”
“Ela já foi quase tudo, Flor, Urso, Aranha – “
“Erva, Morcego – “
“Até um dragão!”
“Eu não acredito – sete planetas?”
“Pelo menos sete. Ela começou na Origem.”
“Sério? Na origem?”
“Silencio, por favor”” Vau interrompeu “ Se vocês não conseguem observar
profissionalmente e em silêncio, então eu terei que pedir para que se
retirem.”
Embaraçados, os seus estudantes ficaram em silêncio e se afastaram um do
outro.
“Vamos lá Darren.”

Tudo estava preparado. Os medicamentos apropriados estavam postos ao
lado da jovem humana. Seus longos cabelos negros estavam protegidos sob
a toca cirúrgica, expondo seu pescoço delgado. Profundamente sedada, ela
respirava lentamente. Sua pele bronzeada não possuía marcas do seu ...
acidente.
“Começar a seqüência agora, Darren.”
O assistente já estava aguardando ao lado do criotanque, sua mão apoiada
nos botões. Ele puxou a aba de segurança e apertou o botão. A luz vermelha
acima do pequeno cilindro cinza começou a pulsar. Piscando mais rápido a
cada segundo, mudando de cor.
Vau concentrou-se no corpo inconsciente, ele fez uma incisão na base do
crânio com movimento precisos e então para remover o excesso de sangue
passou o spray com o medicamento, podendo assim abrir mais
profundamente até expor os pálidos ossos no topo da coluna cervical.
“A alma está pronta, Vau.” Darren o informou.
“Eu também. Traga-a.”
Vau sentiu Darren com seu cotovelo e soube sem precisar olhar que seu
assistente estará preparado com as mãos erguidas e esperando, eles
trabalhavam juntos por muitos anos. Vau manteve o corte aberto.
“Envie-a para casa.” Ele suspirou.
As mãos de Darren eram visíveis agora, o brilho prateado de uma alma
acordada acomodada em suas palmas.
Vau nunca via uma alma exposta sem se surpreender com a beleza delas.
A alma brilhava sob as luzes da sala de operação, mais forte do que os
instrumentos prateados em sua mão. Como uma borracha viva, ela se
girava e contorcia suavemente feliz de estar livre do cryotanque. Suas
membranas, finas como penas, quase mil deles, balançando suavemente
como fios de cabelo prateado. Apesar de todas serem adoráveis, essa
pareceia particularmente graciosa para Vau Águas Profundas..
Ele não foi o único a reagir assim. Ele ouviu o suspiro de admiração de
Darren e dos estudantes.
Gentilmente ele posicionou a pequena e brilhante criatura dentro da
abertura que havia feito no pescoço da humana. A alma deslizou para
dentro do espaço oferecido acomodando-se no espaço alien, Vau admirou a
forma como a alma se apossou de sua nova casa. Suas membranas se
firmaram em seus lugares abaixo dos nervos centrais, alguns se alongando
e alcançando mais fundo até onde ele não podia ver, para baixo e para cima
até o cérebro, os nervos óticos...Ela era muito rápida e segura nos
movimentos. Logo somente uma pequena parte de seu corpo brilhante era
visível.
“Bom trabalho.” Ele sussurrou para ela, sabendo que ela não podia ouvi-lo.
A garota humana é que tinha os ouvidos e ela ainda dormia profundamente.
Era trabalho rotineiro terminar o serviço. Ele limpou e curou o corte
aplicando o salvar e fechar incisões, e então passou o pó suavizador de
cicatrizes pela linha que ficou no pescoço.
“Perfeito, como sempre.” Disse o assistente, que, por alguma razão
desconhecida para Vau, nunca mudou o nome de seu hospedeiro humano,
Darren.
Vau respirou fundo. “Eu me arrependo desse dia de trabalho.”
“Você somente está cumprindo seu dever de Curandeiro.”

“Essa é uma das raras ocasiões em que o Curandeiro cria as feridas.”
Darren começou a limpar a área, ele não parecia saber como responder. Vau
estava cumprindo com sua vocação, isso era o suficiente para Darren,
Mas não suficiente para Vau Águas Profundas, que era um Curandeiro de
verdade até o âmago do seu ser. Ele olhava ansiosamente para o corpo da
jovem mulher, pacificamente sedada, sabendo que essa calma logo seria
interrompida assim que ela acordasse. Todo o horror do final da vida da
humana será trazido para essa inocente alma que ele acabou de colocar
dentro dela.
Ele inclinou sobre o corpo e sussurrou em seu ouvido, Vau desejou
fervorosamente que a alma dentro do corpo já pudesse o ouvir agora.
“Boa sorte, pequenaviajante, boa sorte. Eu desejava muito que você não
fosse precisar.”